sábado, 7 de abril de 2012

Artigo de Ensino - Luz e Trevas

Estou buscando usar diferentes mecanismos de ensino. Pretendo ainda ter cada um dos meus ensinos e mensagens enviadas em toda forma de mídia, em todo tipo de arquivo, em todo formato que eu achar interessante (quanto + melhor, teóricamente), por coleção. Porém, estou apenas experimentando algumas mídias no momento.

Ensinos poderão vir em diferentes formatos, videos, slides, imagens, artigos, apostilas, livros... Poderão vir em CD ou DVD, ou até em programas de ensino. Estou construindo ainda tanto o conhecimento quanto a capacidade de trabalhar nas diferentes mídias. Algumas coisas porém, como este texto, ficam melhor em artigo escrito, visual, do que vídeo sem imagens preparadas (coisas que estou ainda aprendendo a fazer).

Segue-se o artigo, com um dos meus mais profundos ensinos, que tem forte relação com o estudo de lógica do pensamento. Vejo que Jesus foi grande lógico.


Boa noite irmãos (calma, leiam e tentem entender porque lhes disse boa noite):

Estudo a verdade e a falsidade, a fé, o conhecimento. Isso tudo me ajudou a abrir o entendimento para uma série de falas de Cristo, que antes, me eram enigma.


Jesus falava muito com símbolos, analogias. Analogias, comparações, como as das parábolas são feitas usando semelhanças de um sistema e outro. Compara-se uma coisa com a outra, se aproveitando das semelhanças para falar de como funciona uma desconhecida falando de outra. Isso ajuda na memorização.

A parábola do semeador é fácil entender hoje, com explicação que Ele mesmo deu. Porém, muitas falas de Jesus não foram explicadas. A da luz e das trevas e do olho bom e mau são apenas exemplos de falas que não tiveram explicações logo em seguida. Isso abre brechas para interpretações

Eis, para que leiam, dois trechos:

A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz;
Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!
Mateus 6:22-23


A candeia do corpo é o olho. Sendo, pois, o teu olho simples, também todo o teu corpo será luminoso; mas, se for mau, também o teu corpo será tenebroso.
Vê, pois, que a luz que em ti há não sejam trevas.
Se, pois, todo o teu corpo é luminoso, não tendo em trevas parte alguma, todo será luminoso, como quando a candeia te ilumina com o seu resplendor.
Lucas 11:34-36

Que significa isso?

Existem dois sentidos para a palavra verdade que se confundem: realidade, e conhecimento.

Dada uma determinada proposição, uma proposta ela é verdadeira ou falsa.

O conhecimento é verdadeiro, se corresponde a realidade, se é coerente com ele. Senão é coerente, é conhecimento falso.

Assim, temos que pessoas podem:

crer numa verdade - > conhecimento verdadeiro, sabedoria, credulidade (fé)
ignorar   -  > ausência de conhecimento, ignorância, incredulidade
crer numa falsidade - > conhecimento falso, tolice, crença errada (fé falsa)

Exemplo: assumindo a existência de Deus, temos que:

crer que Deus existe = ser sábio, saber algo, ao menos isso.
não crer, nem negar = ateismo fraco, pode ser um ignorante, ou alguém que não aceita.
crer que Deus não existe = ser tolo, crer em algo errado, ao menos isso.

Pessoas podem saber muitas coisas, sendo sábias, e errar uma, sendo tolas ao mesmo tempo (por isso Deus faz os sábios serem loucos). Tolos em muitas áreas podem ser muito sábios em outras, podem ser gênios. Tolo seria simplesmente alguém que crê errado.


Tendo isso em mente, olhem esta associação:

verdade = luz
ignorancia = ausência de luz, escuridão
falsidade, mentira = trevas, distorção da luz, escuridão intensa.

Porque essa associação? Ela está em toda parte:
aluno = ausente de luz
iluminado = alguém que alcançou alguma revelação ou conhecimento.
cego = pessoa que não vê, que não consegue ver, ou seja, que não sabe, que não consegue aprender.

Olhem como encaixa, com perfeição (aos meus olhos, ou seja, segundo meu conhecimento) com as palavras de Jesus:

A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz;
Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!
Mateus 6:22-23

Aquilo que ilumina o corpo, que torna a realidade conhecível, são os olhos, porque absorvem a luz, o conhecimento, que representa a realidade.

Olhos bons, simples, significariam mecanismos de busca de conhecimento correto, saudável, eficiente.

Trevas seriam como distorções da realidade, como as sombras que parecem algum outro objeto, ilusões de ótica, distorções da luz normal. Conhecimento falso faz isso, distorce nossa percepção da realidade.

Se o nosso mecanismo de adiquirir conhecimento for bom, todo nosso corpo terá o conhecimento. Se for mau, nós creremos em coisas falsas.

Quando alguém crê numa mentira, acha que é verdade, assim como quem crê numa verdade. Parece luz para ela. Quando Jesus diz "se a luz que em ti há são trevas, quão grandes são (ou serão) tais trevas!" creio que está dizendo "Se o que você pensa que é verdade, na verdade é mentira, que mentirona, que até te enganou a ponto de crer que era verdade! Se você achava que sabia, e não sabia, que ignorância terrível hein?!"

Trevas pode se referir a falsidade, mas também pode se referir a ignorância, escuridão, pois entre ignorar e crer errado há de falto pouca distancia. Quem crê errado ignora a verdade também.

Jesus fala para checarmos se alguma luz que há em nós não são trevas. Usando a simbologia para interpretar, temos que ele está dizendo algo como "vê se o que você pensa que é verdade não é mentira". E fala mais, que se não houver mentira nenhuma dentro da pessoa, ela vai enxergar completamente, como quem está iluminado por um lampião, lampada, ou coisa semelhante.

A analogia entre luz e conhecimento é forte porque: a realidade independe do conhecimento, mas o conhecimento "emana" dela, assim como objetos reais existem com ou sem a luz, mas emitem luz, (seja deles mesmos, seja em reflexo de outras), tornando-se conhecíveis.

A analogia é tão forte, que está em muitas outras partes da bíblia. Jesus é a luz do mundo. Certa vez disse que enquanto Ele estava no mundo, era a luz do mundo, dizia para que cressem na luz enquanto ainda estava com eles, e coisas do tipo.

Ser luz, no caso, é porque Ele tinha a luz dentro Dele, e a emitia. Por isso se diz que os que estavam nas trevas viram uma grande luz, e os que tinham obras más não vinham para a luz, amavam mais as trevas, porque o conhecimento verdadeiro deixaria evidente que o que eles faziam era mal.

A fala "ninguém pega a candeia", a lampada, a coisa que ilumina, e coloca debaixo da cama, mas antes coloca onde ilumina é um convite ao evangelismo. Ninguém, tendo um conhecimento verdadeiro, bom, precioso, como o de ética, os ensinos de Cristo, etc, deveria fazer essa loucura de guardar a informação para si, antes deveria fazer tudo aquilo que sabe ser sabido pelos outros também. Deve-se colocar o conhecimento, diz Ele segundo interpretação minha de suas palavras, num local bem fácil de todos verem, iluminando todos.

Creio que essa analogia é muito comum. Deus a usa o tempo todo, mesmo profecias pessoais podem ser usando essa simbologia, e em diversos outros trechos onde o termo dia, noite, luz, trevas, são usados, olhos, cegueira, etc. Olhem esse trecho:


Disseram-lhe os discípulos: Rabi, ainda agora os judeus procuravam apedrejar-te, e tornas para lá?
Jesus respondeu: Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo;
Mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz.
João 11:8-10

Isso disse Jesus logo depois de falar que queria ir para a Judeia. Interpretei assim:
Quem é a luz? Cristo. as horas do dia são fruto da distancia da fonte de luz. Quando o sol está bem no alto, bem perto, é dia. Quando ele está se afastando, começa a escurecer.

Enquanto estava no mundo, Cristo era a luz do mundo. Se minha interpretação é correta, Ele deve estar querendo dizer que quem estava perto dele não errava, porque tinha Ele por perto para mostrar a verdade. Mas quem não tinha Ele por perto tropeçava, porque não tinham conhecimento neles próprios.

Aquilo que parecia antes uma reposta sem pé nem cabeça se torna algo lógico e compreensível: Ele queria voltar para a Judéia porque os outros estavam errando porque Ele não estava lá para ensina-los, enquanto os discípulos viviam com Jesus, que os ensinava a não cometerem erros. Ele estava tendo compaixão.

Então, acharam coerente? Interessante? Algo a acrescentar? Tenho visto na bíblia muitos outros trechos que usam expressões como "trevas exteriores" que creio que ficarão mais claros de entender assim. Como quando Jesus disse que enquanto muitos viriam do oriente e ocidente se juntar a Abraão, Isaque e Jacó, os filhos do reino (os judeus, que não esperavam isso, pois contavam serem filhos do reino de Deus) seriam lançados nas trevas, iriam ficar sem entender nada, e ali haveria choro e ranger de dentes. Se for isto, esta profecia já se cumpriu.

Bom dia então irmãos? (ou seja, entenderam?)

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