segunda-feira, 9 de julho de 2012

Sexo no casamento - Mais do que um direito, um direito do outro


O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido.
A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher.
Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.

1 Coríntios 7:3-5

Mais do que não dever ser negociavel, a idéia de que a mulher não tem autoridade sobre o próprio corpo, e sim o marido e vice-versa implica que eles devem ter o direito de requisitar o sexo sempre que quiserem. Longe porém de justa, é a suposição de que então a mulher pode mandar o homem fazer tudo o que quiser ou vice-versa. Não podemos ficar masoquistas, malignos, pervertedores, imundos, sadicos, dementes, burros, feitos, etc.

Porém é justo que se a pessoa CASOU ela tem direito ao sexo sempre que quiser. É o justo, afinal, a pessoa só pode ter casando, e somente com a pessoa casada. Para que não corram riscos, tanto o homem quanto a mulher deveriam ter o direito de exigir, dentro de limites de saúde, organização, sem prejudicar o sono do conjuge por exemplo ou faze-lo perder a hora do trabalho, sempre que quiser, o sexo. Se eles não tem direito no corpo próprio mas sim no do outro deve referir-se a isso.

Isso seria MUITO bom especialmente para muitos homens, inclusive. Brigas frequentemente são disculpas para a mulher impedir a sexualidade, o que não é justo. Casamento sem direito a sexo é PERVERSÃO do casamento. E a sexualidade deve ajudar a manter o vinculo do amor, e resolver problemas. E se não, no minimo evita a insatisfação.

Nesse caso concordo plenamente com Paulo. Há outros trechos bíblicos, pelo que me lembro, que também indicam que quem se casa tem um dever conjugal. Até mesmo antes de Jesus mostrar sua insatisfação com a poligamia, já foi ordenado que quem arranjasse uma outra esposa não poderia deixar de cumprir seus deveres conjugais com a primeira.


Na nossa sociedade, onde casamento parece um feitiche de mulher e um enfeite, um sonho como uma festa de 15 anos, um sonho de infância, um simbolo de romance apenas, e não um contrato sexual criando uma unidade familiar, um dever para com Deus e a sociedade para por ordem na sexualidade, as pessoas, em particular as mulheres parecem achar-se no direito de não ter relações com seus maridos. O contrario também pode ocorrer.

Um casamento tem de ter direito ao sexo. Caso contrario, não é um casamento. Da mesma forma que o sexo sem casamento oficial gera um vinculo, ainda que distorcido e não totalmente assumido diante de Deus, da igreja e dos homens, o casamento sem sexo é uma perversão do sistema, contribuindo para a desaciação (já tão efetivada em nosso meio) do sexo com casamento.

Quando pessoas pensassem em casamento deveriam se excitar, deveriam pensar em direitos conjugais, deveria ser ali e somente ali que deveriam pensar em liberdade sexual. A ausência do direito de sexo por brigas, magoas ou rivalidades ou como mecanismo de comércio, exigindo dinheiro ou que se pague dividas ou outras tarefas semelhantes é uma violação do conceito de casamento. Lembrando que a pessoa casada não tem direito a sexo EXCETO com a pessoa com quem se casou.

Conheço histórias de pessoas que fizeram isso, e isso os faz infelizes. Mesmo no caso de um adultério por exemplo, em que a mulher por exemplo fica magoada, ela não pode reter-se perpetuamente. É verdade que não deveriamos deixar o conjuge se contaminando e nos trazendo até doenças para nós. porém se uma pessoa, por uma razão como essa impede o conjuge de ter relações com ela, até que sua ira acabe (o que não lhe é de direito, pois tem o dever ou de divorciar-se, ou de perdoar, não de torturar a pessoa punindo-a eternamente), ela está separada sexualmente da pessoa, ainda que morando na mesma casa.

Já ouvi também de casos em que um dos membros do casal teve um trauma de infancia como um estupro e por isso tem medo e impede a pessoa de ter relações, ou somente permite se ela que seduzir a outra, ou seja, não se deixa seduzir para evitar a lembrança traumatica. Isto está errado, pois o desejo sexual do parceiro(a) não necessariamente acompanha o seu. Se uma pessoa não está disposta a ter relações sexuais com seu conjuge NÃO ESTÁ PREPARADA PARA CASAR.

(sinceramente, considero tal pensamento um verdadeiro adultério do casamento, uma ADULTERAÇÃO, ALTERAÇÃO do conceito de casamento). 

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