sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Midias em destaque - Why so serious? ADIVINHA!

Não é de hoje que alguns chamados fanáticos falam contra práticas bem aceitas na sociedade.
Volta e meia alguém diz "esses programas fazem mal", enquanto outros dizem "é só selecionar" enquanto na prática as vezes parecem não selecionar, e sim assistir tudo.

Dificil desafio há na parte do entretenimento e mídia em geral, envolvendo jogos, livros, filmes, séries, e até mesmo desenhos mesmo infantis, na parte de separar o bom do ruim.

Isso porque o principal tema de muitos filmes e séries é a batalha do bem contra o mal.
Ora, se há batalha do bem contra o mal, como não haveria mal?
Se precisamos de vilões, como evitar que a maldade apareça na tela?

Somos um tanto "viciados" (não sei se o termo é totalmente justo, porém) nesse mecanismo e em diversos generos de filme como ação (que poderia ser rebatizada de violência e riscos de violência), suspense (que é basicamente risco de morte, e investigação de mortes), terror (que é, como o próprio nome já diz, uma criação pensando nas piores coisas possiveis, para entreter enquanto assusta até quem sabe que é só brincadeira), dentre outros que contém a maldade como elemento praticamente essencial.

Tirar o mal das opções cinematograficas parece as vezes impossivel. Ainda mais quando vamos ao cinema, assistir um filme pela primeira vez. O que podemos fazer? Não sabemos o que vai passar, se bom ou mau.

Tive um verdadeiro trauma de infancia ao assistir um filme quando criança chamado "fim dos dias". Sai no meio do filme, e confesso que até hoje não assisti o resto do filme, de tão horrivel que é a visão de entretenimento com uma história de anti-cristo.

Só o "anti-cristo" e demônios, e o apocalipse como fontes de entretenimento já mereceria um artigo a parte. Há tantos filmes que usam das crenças cristãs para assustar as pessoas e horrifica-las, que literalmente, o que mais se vê de cultura cristã nos filmes parece ser o mal, e ainda exagerado.

Para mim que busco a salvação dos anjos caídos é duplamente ofensivo.

Penso que o entretenimento envolvendo o mal é algo extremamente perigoso. Dificil de fazer sem ele, mesmo assim, horrivel com ele. Dificilmente veremos na nossa vida uma morte tão horrivel no mundo real quanto em um filme. É algo para se pensar, as mortes mais realistas e assustadoras estão em filmes como "Premonição" e outros filmes de terror. Talvez até policiais ficassem horrizados com aqueles filmes, e prefeririam voltar ao trabalho.

Há uma diferença do nosso sangrento jornal para um filme, jogo ou série. Jogos, como já mencionei, usam frequentemente o mal como tema. Não atoa. O objetivo é vencer o mal. Um vicio constante, uma batalha constante, algo nunca realizado, porque CRIAMOS O MAL para começar.

Não mais tão recentemente aconteceu um desatre. Um homem matou pessoas assistindo o terceiro filme de Batman. O filme anterior, do coringa me deixou chocado. De fato tem uma batalha do bem contra o mal épica, mas me deixou espantado e horrificado. Confesso que tive vergonha quando assisti no cinema, em desprezo a morte do ator que interpretou o personagem, e também quando voltei a assistir o filme.

O filme é fascinante, pela batalha do bem contra o mal. O vilão da vez é diferente dos outros vilões viciados em poder (principalmente) que buscam dominar mesmo sacrificando a ética. É uma espécie de psicopata, uma espécie de louco que quer mais causar o caos sem motivo aparente.

Um tipo de criminoso que tem crescido em nossa sociedade.
Em nossa sociedade, sim. Porque nos jogos é um estilo classico. Jogos que envolvem a escolha entre ser bom e mal frequentemente tem esta possibilidade. O mais famoso é GTA, onde se pode ir matando pessoas na rua, até que venham policiais, policias, talvez tanques, helicopteros... Só não vem o batman por uma questão de patente.

É basicamente isto que o personagem Coringa do segundo filme dessa linha de filmes do batman era: como um jogador de GTA, mas no mundo real. Alguém que quer mais acabar com tudo, destruir tudo, fazer o caos. Porque? Por descaso.

O descaso de um comediante ou arruaceiro cabe muito bem, de fato, com este tipo de vilania. A fala "nem ligo" em comédias também encaixa-se com cenas de mortes brutais até de inocentes.

O criminoso que matou pessoas no filme 3 do batman teria dito "eu sou o coringa". De fato, tinha o mesmo estilo. Alguém que quer somente matar, destruir, causar o caos.

Enquanto Batman estava lá mediocremente lutando contra o mal, o coringa estava lá apregoando sua doutrina. Não seria melhor parar? Não seria melhor cessar com esse combate com o mal?

Temos imaginado o mal cada vez + e + realista. Sei que há quem diga que filmes assim não causam psicopatas, somente os tornam mais criativos... Ainda que fosse verdade: já não é mal o bastante?

A evolução dos filmes e jogos é ficar + e + realista. 3D, cadeiras que se mechem, hologramas, imersão... O mundo virtual tenderá a ser mais e mais real. Não apenas o sangue parecerá mais e mais sangue, a morte mais e mais morte... As coisas vão ficar mais e mais imersivas. Enquanto o mal passa pelo desprezo por ser "virtual" ele aumenta em força (porque somos viciados em maldade, nossos vilões são como drogas fortes, e precisamos de cada vez mais fortes drogas para saciar nossa sede) e nossa evolução tecnológica o trás mais e mais próximo da realidade.

Outro tópico para um futuro artigo é o final feliz: Será que nós SUPORTARIAMOS criar um filme ou série sem maldade, sem intrigas, sem problemas, só com a felicidade? Nós acabamos com os filmes quando chega o final feliz. Temos dificuldade em não criar o mal. Eu sei porque estou tentando criar histórias cristãs e educativas. É um desafio para nós, como se fossemos dependentes intelectualmente do mal.

O personagem coringa costumava dizer, em seu filme "porque tão sério?" Diante da morte de pessoas no cinema, por causa de um homem que até referiu-se como o coringa, um vilão que passava a mensagem "vamos acabar com tudo", eu pergunto: porque vocês NÃO estão sérios?

Testifico que é dificil conciliar os interesses de ficar atualizado, entreter-se, e fazer filmes. A estrada pela pureza parece muito dificil, os filmes, histórias, entretenimento parecem que precisam ser ainda CRIADOS até mesmo. Tenho buscado ir nessa direção, embora o caminho não parece somente estreito, parece ser menos que um vão entre duas paredes. Mas é o caminho da pureza.

Sei que filmes, jogos, tem várias coisas boas no meio. Por isso os chamo de "misturados" ou "não-puros". Algumas das minhas maiores idéias e até as vezes lições éticas ou para a teologia como explicações do mecanismo de livre arbitrio no filme minority report (que é um filme impuro) estão no entretenimento misturado. Mas estejam cientes de que nesta direção teremos o bem e o mal coexistindo eternamente.

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