quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Teologia da Anti-prosperidade


Você conhece a chamada teologia da prosperidade?
Um conjunto de crenças ligados ao relacionamento do reino de Deus e das finanças, com filosofias como:
- Deus quer que você prospere
- Invista no reino de Deus
- Riqueza é sinal de benção
- Semeie, e você irá colher
- Dizimo é benção, desobedecer isso trás maldição

Dentre outros?

Bom, eu conheço, e muita gente conhece, ao menos um pouco.
Agora, o que talvez as pessoas não tenham percebido é que há uma resposta a essa doutrina totalmente oposta, a teologia da anti-prosperidade.

Dentre as crenças envolvidas temos:

- Crente não deve querer ser rico.
- Dinheiro é mau.
- Os pastores não devem receber dinheiro da igreja.
- Os pregadores estão ficando ricos aos custos do dinheiro do povo
- Não é para dar dizimo,
- Igreja  é um centro de lavagem de dinheiro

dentre outros.

Não sei qual posição você tem. Acho que é uma questão complexa, e que crença por crença, elas devem ser avaliadas com justiça e calma. Mas estou muito mais para a teologia da prosperidade do que para a oposição.

Conheço a biblia e resumo que:
- A biblia passa a idéia de que o dinheiro é perigoso, que devemos tomar cuidado com a ganancia, que o dinheiro é inferior ao reino de Deus, que devemos é buscar o reino de Deus
- Deus pede ofertas e dizimos. Recebia ouro, bronze, e coisas finas para o seu tabernaculo e para o seu templo. Seus sacerdotes (que tipificam os pastores atualmente) vestiam-se com roupas finas, sendo que o sumo-sacerdote até tinha pedras preciosas no peitoral. Deus usa benção financeiras como recompensas para o seu povo, e há base para crer que Deus honrará os que investirem no reino Dele para Ele.

Em resumo, bem sucinto, sem fazer a apologética (espero fazer mais tarde), digo que a biblia trata o dinheiro e seu sistema como algo potencialmente ruim, e danoso, mas ainda assim o tolera a certo ponto, e faz uso do mesmo, e trás sim promessas de prosperidade para o povo obediente, além de achar aceitavel os líderes religiosos ricos.

Se o próprio Deus oferece recompensas ao povo, quem são as pessoas para dizer que isso é coisa errada de pregador?

Sou a favor de uma busca por justiça financeira, de valorização do individuo, do membro da igreja, da casa dele, das suas finanças, e contra alguns erros que já tenho notado na doutrina, mas não invalido a doutrina de todo. Sinceramente, penso que falam mal demais de quem ensina o povo a ser prospero. É para ensinar o que? Que é para ser pobre, miseravel?

Não vejo mal em ser rico, vejo mal no EGOISMO. Lembro-me que Bill Gates fez mais obras de caridade do que qualquer pessoa que eu conheça. O acumulo financeiro não necessariamente atrapalha a sociedade, pode ser a sobra que falta para investir em pessoas necessitadas com eficiência.

É de minha experiencia, que mesmo querendo se dar ajuda suficiente para resolver todos os problemas de alguém, o pobre não consegue, ainda que esvazie sua carteira. O rico, porém, tem poder para transformar o mundo.

Acho ainda que, na questão do "ser interesseiro", acusando os membros de irem só buscar bençãos e a igreja de oferecer bençãos ao invés de pregar Jesus é uma acusação muito injusta. Igrejas famosas por pedirem dinheiro são tb as que estão pregando na nação (e estão pregando mais, de outros assuntos, do que outras que pouco pedem). Além disso, é INJUSTO buscar os seus interesses?
Não. É injusto não buscar os dos outros, mas para ajudar os outros, precisamos tb saciar os nossos interesses.

Imagino se aplicassem tal raciocinio a todas as outras areas. "não peçam cura, isso é interesse. Vocês vão ficar buscando cura ao invés de Jesus?" (já ouvi isso, infelizmente), "não peçam bençãos espirituais, vocês querem dons ou querem ser cristãos mesmo?" (já ouvi algo do tipo também, infelizmente).

É praticamente uma pregação contra a pregação. Só querem ouvir de JESUS, não querem DEIXAR que hajam curas, DEIXAR que haja prosperidade, DEIXAR que busquem dons? Ao invés de forçarem a humildade nos outros, deveriam ser eles mesmos. Não é errado querer coisas boas. Praticamente brigam com as pessoas por irem pedir cura, estando doentes a anos, ou aos desempregados, por irem orar pedindo emprego. Que mal há nisso?

Acho que quem ensina tais coisas deveria anunciar sua teologia. Não a "Teologia da Prosperidade", e sim a teologia da MISÉRIA.
Eles que façam a defesa deles.

Nenhum comentário:

Postar um comentário