sábado, 15 de setembro de 2012

Teologia: Uma ciência

Você confia no conhecimento dos cientistas, para crer que Deus não deve existir, pois falta evidencias?
Pois não deveria. Isto porque a comunidade cientifica despreza a possibilidade de Deus como um campo de estudo, deixando-o como objeto de crença pessoal, desprezado pelos estudos sérios e de permissão de posicionamento livre.


Quero demonstrar hoje, que a Teologia pode ser, porém, uma ciência parecida com outras como fisica, quimica, astronomia, e especialmente biologia.


Teo = Deus
Logia = Estudo

Teologia é o estudo de Deus. O termo não significa "estudo de religião" nem "estudo de um sistema de crenças religioso" como estudo das doutrinas cristãs, embora muitas vezes acabe o sendo.


com "Deus" podemos querer dizer desde o Deus abraãmico, o Deus de Abrão, que é o Deus, basicamente, dos judeus, islâmicos, cristãos e até mesmo dos espíritas, ou outros candidatos como Zeus, Poseidon, etc.

Estes seres enquadram-se numa lista de seres de existência não provada nem refutada pela ciência. Encaixam-se num grande grupo de estudos de seres de existência improvada, como ETs, e outras figuras de folclore, e de crença popular, embora desprezados.


Na area da teologia cristã também há teorias sobre o que acontece depois da morte, previsões do futuro, ética, estudo do homem, origens do mundo, humanidade, seres vivos... Teorias da história de israel e dos povos vizinhos narrados na biblia... Enfim, há muitas áreas que são campo de estudo dos cientistas, embora as teorias religiosas são desprezadas como sendo... religiosas.

Devemos lembrar que a crença de que devemos amar o próximo como a si mesmo, é uma crença religiosa, e ainda assim muito popular, e que pode ser um bom principio para a sociologia também.

A teologia cristã classifica algumas praticas sexuais como pecados, e perversões da natureza, e portanto tem influência no campo de estudo da sexualidade. Tem muitos campos de atuação.


Tá, uma porção de teorias, mas que isso tem de cientifico?
Acontece que os ensinos religiosos frequentemente são ensinados por tradição, apelando para a confiança da pessoa na doutrina, incentivando a confiança na mesma, alegando que são revelações de Deus, e portanto não há erro. Um método cientifico, muito mais critico, acabou por desprezar as crenças até para as considerar a sério, só por serem ensinadas por esses grupos, cheios de mecanismos de ensino falaciosos.
Um erro, porém. A verdade de cada crença independe de se o método de ensino de fato é eficiente em prova-lo.

Chega a ser ridiculo, com 90% de cristãos na nossa sociedade, a comunidade cientifica não se por a analisar com seriedade a possibilidade de existência de Deus, e em particular (mas não somente) se o sistema de crenças cristão está correto.

O que seria justo?
Não importa se a crença é de origem religiosa ou não, e se há muitas evidencias a favor ou não de que estas crenças estão certas. Não importa se no meio religioso, crenças são ensinadas como fato obvio, apesar da insuficiencia aparente de evidencias.

O que importa é: a verdade, que deve ser buscada. Deus existe ou não? Este, este, este pensamento, de origem religiosa, pode ser verdadeiro? Pode estar certo?

É preconceituoso banir um pensamento religioso de ser considerado uma hipótese.


Permitam-me ilustrar:


Há muitos anos já havia a crença de lulas gigantes. Uma lendaria criatura, que aos olhos de alguns, poderia até destruir navios inteiros. Criaturas muito assustadores, monstros marinhos.

Apesar de ser uma história de marinho, e até mesmo literalmente, uma história de pescador, os mitos se provaram verdadeiros em muitos níveis. Existem lulas gigantes, muitas já foram encontradas, e são criaturas fascinantes que hoje impressionam a ciência. Embora algumas visões de histórias pareçam exagerar ainda um pouco, as lulas gigantes encontradas podem ser realmente enormes, maiores que um ser humano.

Mas imaginemos que você fosse um cientista como os nossos, na época. Você ouve uma história de marinheiros, que viram uma lula gigante. Eles não trouxeram provas concretas.
Você os tem por loucos, mas muitos creem neles.

Você diz que eles não estão provando, mas não importa, as pessoas lhes dão ouvidos.
Eles influenciam as pessoas com pensamentos como "confie em mim! Eu sei, eu vi!" ou "aquela pessoa é honesta, e disse que viu". Você pode ficar irado, muito irado, zombar, escarnecer, e separar essa "teoria" das suas, baseadas na observação e analise critica. Mas você nada faz que de fato prove.

Você pode alegar que nunca viu, que é deles o ônus da prova. De que adianta? Nada.
Você pode vir com pensamentos de que as lulas não poderiam ter determinados tamanhos, com base no seu estudo de teologia, e até fazer conjecturas sobre a sanidade deles, e sobre vultos que eles poderiam ver no mar.

Fato é que seria muito dificil para você provar que lulas gigantes não existem, mesmo que isso fosse verdade.
Mas isso não muda a importancia da questão.

Se no final das contas você os incentivasse ao desprezo dessa "loucura de pescador", você estaria enganado. Se lhes dissesse para ficar com o conhecimento que seus métodos revelam, e se lhes lembrassem de outras figuras estranhas como Saci, e outros, tentando ridiculariza-los, você estaria trabalhando contra a verdade.

Dificil para você provar que não é verdade, mesmo assim você deveria lutar por fazê-lo, ao mesmo tempo que permitindo um debate justo. Talvez fosse necessário partir na jornada praticamente impossivel aos seus olhos de mapear todos os mares. E você não deveria deixar de considerar a hipótese de existência, mesmo vindo da boca de pescadores, que você crê viverem inventando histórias.

No fundo, se você os impedisse de criar teorias, conjecturas, e falar o que pensam, de expor suas novas idéias sobre como lulas talvez afetem ecossistemas, sobre seus mecanismos de reprodução, alimentação, habitat, tudo isso lhe parecendo uma tremenda viagem, você estaria ainda assim atrapalhando a busca pela verdade.


O mesmo acontece com a possibilidade da existência de Deus.

A questão da existência de algum tipo de Deus real no mundo real, na REALIDADE, por mais dificil que seja de resolver, e por mais que pareça vir com um método falacioso, pode ser verdade, e é campo da ciência.

Porque? Porque é dever dela saber a realidade.
Devemos lembrar que o Deus bíblico, por exemplo, é descrito como um ser que existe mesmo sem a fé dos humanos, inclusive tendo criado o primeiro humano. Portanto, trata-se de uma questão não de "fé" somente, mas uma questão da realidade, e dever da ciência saber a verdade da questão.

Muito dificil é provar que uma mentira de fato não tem fundamento, sim, mas você é o cientista, você não pode excluir uma hipótese por ser dificil nega-la!

Se alguém dissesse muito tempo atrás, como explicação das doenças "tem uns seres muito pequenininhos que nem podemos ver, e eles nos deixam doentes", mesmo sendo verdade que bactérias e virus causem doenças, antes do microscópio, isso não seria facilmente verificavel. EDAI? Seria necessário considerar a crença não como fato inegavel, mas como hipótese, e analisa-la! E buscar criar os inventos necessários para essa pesquisa, ainda que na idade média, por exemplo, isso parecesse algo impossivel.

Portanto, a questão da existência de Deus (e de outros seres chamados sobrenaturais ou mitológicos ou fantasticos, ou de folclore, etc) precisa ser avaliada com seriedade SIM.

Não é preciso ter provas para formular uma hipotese.

EIS! Há a hipótese de que Deus existe.

E agora? Eis a falacia eternamente nunca vencida?

Não, basta criar a hipótese contraria:

A hipótese de que Deus não existe.

A Teoria do Teísmo e a do Ateísmo.

Ambas são teorias, ambas são posições teológicas VALIDAS, e ambas são hipóteses para a realidade.
Posições validas no campo cientifico.

A biblia fere o método cientifico? Não mais do que qualquer livro histórico. O método de pregação é que é diferente, ensinando como fato, embora pouco se preocupando com a prova.

A hipótese de que cada uma das afirmações biblicas seja verdadeira, ou falsa, com base no fato observavel de que há quem creia e ensine isso, e há utilidade obvia para a sociedade em saber de sua veracidade, tornam-se hipóteses validas para serem avaliadas, inclusive usando o método cientifico.


O nome do meu blog é "cientista de Deus". Verdade, ainda sou um tanto leigo sobre o método cientifico (ainda que esteja aprendendo), mas se estudo TEOLOGIA, tendo Deus como campo de estudo, sendo a existência de Deus uma questão da REALIDADE, de fato sou um cientista em certo sentido. E mesmo ateus podem o ser, com a hipótese de ateísmo, e grandes teólogos, melhorando o mundo com sua analise critica.

De modo que, o rigor cientifico muito bem se aplicará a melhoria da teologia.
Se a Teologia cientifica, no fim, estudar Deus até provar que Ele não existe... Não deixará de ser fruto do ESTUDO DE DEUS. E não deixará de ser um ciência. E pelo amor de Deus! Que ciência útil aos olhos de toda a sociedade!

O apateísmo (desprezo ao teismo, crença em Deus) cientifico é a mãe da ignorância da humanidade sobre essa questão.

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