domingo, 23 de dezembro de 2012

Uma lição de amor

Este é um dos temas que estudei muito, e aqui exponho um pouco sobre o que aprendi.
O estudo do amor.


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Amor é uma palavra com muitos conceitos associados a ela.

O desejo e o "gostar" (como em se sentir bem com) e o valorizar são os mais basicos.

quando alguém diz "amo pizza" quer dizer que deseja pizza e gosta de pizza e o valorizar como algo bom.

as vezes o termo amor é usado para relacionomentos superficiais (que são muitas vezes criticados, como se a pessoa não realmente amasse) por usar apenas esse sentido.

O amor a seres, profundamente, funciona de maneira mais complexa, ainda que tendo esses vinculos como base.

amar alguém costuma querer dizer não só que gosta da pessoa, que tem prazer com ela, que deseja estar perto dela ou algum outro tipo de vinculo de desejo (como o desejo sexual), mas também que valoriza e ama a vontade e a felicidade da pessoa.

a exatidão desse amor é determinante, portanto. É necessário não apenas amar o corpo, mas os seus sentimentos. Se alegrar com o que a pessoa se alegra, desejar a felicidade dela, detestar ela ficar triste, se valorizar ela como tendo um valor, seus sentimentos, sua vontade, seus desejos. Amar alguém está frequentemente ligado a amar ela com o amor dela, com o que para ela é precioso.

A compaixão é feita com isso, e é elemento fundamental de um amor verdadeiro.

A compaixão é base de outros tipos de amor. A misericordia por exemplo, é atenção a miséria. Ela envolve o ter pena, que naturalmente exige compaixão que exige esses vinculos basicos sentimentais de gostar da felicidade, detestar a infelicidade, etc.

os favores imerecidos ou independentemente do merecimento (chamados tb de graça) são consequencia natural da compaixão. Se realmente amamos alguém, o desejo de agrada-los independentemente de merecimento (e também de recompensa além da alegria por faze-lo) são naturais.

o termo caridade ou amor agape é as vezes usado por religiosos referenciando-se ao amor mais puro do qual estamos nos aproximando cada vez mais. Um amor ideal, como o divino.

a caridade frequentemente envolve o sacrificio. O dar algo que tem valor para você, pelo outro, altruisticamente. Esse fenomeno é causavel pela compaixão. Se de fato valorizamos a felicidade do outro, mesmo que fiquemos sem algo, que nos sacrifiquemos, podemos desejar fazer isso para alcançar um objetivo como a felicidade do outro, o bem do outro, etc.
A caridade portanto se torna uma evidencia natural de amor puro, desinteressado, não superficial.

O sacrificio de Cristo é demonstração do seu amor. A valorização de Deus pelas almas é evidenciada pelo fato de que Ele preferiu deixar um justo sofrer pelos pecadores do que deixar os pecadores perdidos. como é dito "nisto conhecemos o amor de Deus, que Ele nos amou quando eramos ainda pecadores". É mais facil e natural amar algo que já tem valor, como um justo, como alguém que faz bem a você, e que te agrada, mas a valorização de Deus por nós (valorização é o termo chave, mais próximo que conheço para o termo amor) é demonstrada independente de nossas obras, e até mesmo contra essas obras, contra esse merecimento. é uma demonstração de que Deus acha que NÓS somos preciosos mesmos estando sujos pelo nosso pecado.

O amor pode se expressar de diferentes formas. As vezes o amor se expressa querendo dar mais valor para alguém, como uma alma, tentando dar a ela virtudes que a tornem ainda mais amavel. O espírito santo nos faz mais amaveis para Deus, assim como um espirito de rebelião nos faz detestaveis. É um erro achar que Deus ama em todos os sentidos incondicionalmente. Ele ama o bem e aborrece o mau, e os bons e maus recebem amor consequente. Ainda assim, Ele demonstrou e demonstra ALGUM (não todo) amor tanto a bons como maus, com sua oferta de remissão e também com o fato de ao menos durante um tempo Deus deu sol e chuva para bons e maus.

O altruismo, sacrificar a si próprio, demonstra em certo ponto, uma falta de valorização, mas é por decisão, escolhendo entre uma coisa e outra. As mais evidentes provas de amor costumam ser feitas sacrificando algo que se ama. Quando um homem para de ver um futebol por sua mulher, ou quando gasta um dinheiro para lhe dar um presente ou uma boa festa de casamento para sua futura mulher, quando as pessoas dedicam tempo, quando fazem algo que não gostam, elas mostram que "prefiro isto do que aquilo" e assim dão uma ferramente de medida do amor.
O sacrificio de Jesus nos dá uma medida do amor de Deus pelos pecadores: maior do que o desejo de manter o justo sem sofrer. Assim, sumindo que naturalmente o justiceiro Deus ama o justo, quanto mais um tão puramente justo como Cristo, que Deus amou MUUUUITO as almas.

Não significa porém que Ele está disposto a fazer tudo por elas, que vai ficar paparicando, deixando fazer tudo o que quiser incondicionalmente, não as ameaça, aprova-as totalmente, etc.

O amor ao próximo como a si mesmo é incentivo a compaixão. Junto com o amor a Deus com todo o coração, forma os 2 mais importantes mandamentos da lei judaica, segundo Cristo. O amor a BONDADE também é muito importante. Muitos hoje em dia alegam "mas é amor" defendendo liberdades sexuais que ferem a ordem sexual social. O amor a ordem, decencia, familia, naturalidade, e outras coisas, se torna porém razão para detestar certos atos que tenham ao menos em algum nível algum tipo de expressão de amor.

O amor a mentira é detestado por Deus, o amor a idolos, o amor ao pecado, o amor a injustiça, hipocresia, dentre outros. Como disse um pregador: Deus deve odiar porque Ele ama. Quando se ama o bem, se odeia o mal, naturalmente.

O termo odiar é extremamente pesado na nossa sociedade, mas repare que o termo "amar" se opõe ao ódio dependendo da definição. As vezes o amar, no sentido de gostar, se opõe a algo como "destestar". O gostar e o amar, o detestar e o odiar, porém, frequentemente ficam unidos e é maravilhoso o fato de Deus fazer uma obra de amor por pecadores que Ele naturalmente detesta. Os amores superficiais costumam ter a caracteristica de que só se ama enquanto se é agradavel. O amor instruido por Deus inclui porém amar os inimigos, que são detestaveis. É a diferença entre um "ficar" e um casar, lutar para melhorar o relacionamento, se esforçar em ser bom para pessoa, mesmo quando ela fica chata, má etc.

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