domingo, 14 de julho de 2013

O argumento ontológico

Comentando sobre varios argumentos a favor e contra a existência de Deus, procurarei ser imparcial.

No caso, o argumento ontológico é um argumento a FAVOR da existência de Deus, mas discordo dele.

O argumento pode ser descrito da seguinte forma:

  • Existe na mente de todo homem a ideia de um ser que não se pode pensar outro maior
  • Existir só na mente é menos perfeito do que existir na mente e também na realidade (a existência é uma das qualidades da perfeição)
  • Se o ser maior do que o qual não se pode pensar outro só existisse na mente seria menor do que qualquer outro que também existisse na realidade
  • Logo, o ser do qual não se pode pensar outro maior deve existir também na realidade (existência real necessária), logo conclui-se que existe Deus e esse ser é o mais perfeito de todos

    Ou seja: podemos imaginar um ser tão maravilhoso, o ideal... Bom, já que é o ideal ele deve existir também, afinal se não for real não é tão bom quanto algo que fosse.


    Aos meus olhos esse argumento é infantil. Quem garante que só porque conseguimos imaginar algo ideal ela existe? Da mesma forma eu posso pensar num computador ideal, num carro ideal, etc sem que esses existam.


    Eu posso fazer até um argumento inverso:

  • a mente humana pode conceber a existência de uma situação horrivel mais que qualquer outra
  • existir somente na mente é menos horrivel que existir na realidade
  • portanto ela deve existir!

    Ou seja, isso significa que a pior forma de realidade deve existir!

    E ainda, outro argumento contra é este: um ser ideal na MINHA concepção impediria a existência do mal. O mal existe. Logo, o ser ideal na minha concepção não deve existir.

    Este contra-argumento é semelhante ao problema do mal, e é bem digno de ir contra um argumento que põe Deus como "a coisa mais maravilhosa que eu consigo imaginar". Se Deus é aquilo que concebemos como ideal, ainda podemos ter uma vagacidade da concepção de Deus (aos olhos de um o ideal pode ser algo, e aos olhos de outros outra coisa pode ser o ideal).



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