quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Falando dos outros (Silas)... Só os piores momentos inclusive...


Falando dos outros, no caso, do Silas Malafaia, segundo o Gnoticias Silas Malafaia respondeu perguntas para um livro sobre a questão da homossexualidade. A noticia trazida expôs das varias perguntas de Silas malafaia, 4 perguntas que ele não respondeu.

Me lembro que a globo só passou os piores momentos de LULA num debate antigo, na época que ele era incoveniente. É isto o que vejo: colocar apenas as 4 perguntas não respondidas, em ocultação das perguntas que ele deve ter respondido, talvez com brilhantismo. Assim fica facil o LULA cair, como caiu, naquele debate. Viva a justiça, só que não...
http://noticias.gospelmais.com.br/perguntas-pastor-silas-malafaia-recusou-responder-61255.html

Dei-me a liberdade de me por no lugar do Silas Malafaia, e responder como se estivesse em seu lugar (algo que muitos cristãos também gostariam de fazê-lo em vários debates e entrevistas), já que houve perguntas que são relativamente faceis de responder aos meus olhos, e que estranho que ele não tenha respondido. Mas edai? Sorte nossa estarmos num pequeno blog, porque se fosse o Silas respondendo e fossem boas as respostas, nós talvez nunca as veriamos...
O teólogo Justino Mártir (100-165) dizia que uma das marcas da igreja cristã primitiva era o fato de os santos terem passado a “conviver com outros povos” com os quais antes não conviviam “por causa de seus costumes diferentes”. Ou seja, segundo ele, a mensagem de Jesus mudou sua maneira de relacionarem-se com os diferentes. O senhor enxerga esse mesmo espírito em seus discurso acerca dos ativistas homossexuais? Em caso negativo, como o senhor justifica essa aparente diferença de postura entre Justino Mártir e Silas Malafaia?R(minha, não dele): Há sempre na pregação a diferentes culturas, o desafio de separar os costumes e instruções desnecessárias da verdadeira doutrina moral e principios covenientes a nação. Os evangélicos já foram criticados por pregar a indios, destruindo a cultura deles ao se opor a pratica de enterrar filhos vivos.
Na africa se louva a Deus com tambores e ritmos africanos, com danças ligadas aos seus habitos e culturas.
Estas adaptações culturais inocentes são bem vindas, mas dificeis de pregadores com cosmovisão do seu próprio grupo, de perceber que são viaveis. Ainda hoje estamos transitando para não nos prender somente a hinarios de musicas ligadas ao jeito europeu antigo de ser.

Porém, embora haja tal necessidade, também há dever de não se dobrar de todo a outras coisas.
Num país entre os campeões em beber, pregar contra bebedice pode ser mal visto.

Num país rico em festas idolatras como no carnaval, pregar contra idolatria pode ser chamado de desvalorização cultural.
Num país rico em desonestidade e corrupção, pregar contra o jeitinho brasileiro pode ser uma afronta a cultura nacional. EDAI?

O cristianismo precisa sempre preservar a instrução moral, dirigindo os povos para o seu aperfeiçoamento. Biblicamente falando, a homossexualidade é classificada como pecado no velho testamento e novo testamento, com direito a mais de uma citação no novo, sendo que nunca foi explicitamente aprovado, mas somente explicitamente reprovado. Dizer que Deus aprova, bíblicamente falando seria mentir, e nem ativista deveria fazer tal coisa.

Tenho porém varios artigos falando sobre erros no dicurso anti-pecaminosidade da pratica, falo sobre beneficios e maleficios da pratica e argumento de porque a questão da homossexualidade ser má não é unicamente uma coisa justificavel em arbitrariedade biblica, mas em varios principios morais. Recomendo a leitura de artigos como "porque a homossexualidade é pecado ou ruim?" e outros sobre a verdade acerca da mudança de preferencia, genética, dentre outros.

Posso, porém, se a sociedade se ofende com isso, começar a pregar a favor da homossexualidade, sexo sem casamento, mentir, trapacear, a favor de qualquer idolatria, tudo o que quiserem. Mas estaria fazendo um deserviço teológico e moral, social e para a psique das pessoas.


2 -Pelo que entendo, boa parte do seu discurso contra a PL122 baseia-se no que ela fere dos direitos dos cristãos. Biblicamente, o cristão teria outro direito além de servir o próximo e ser, como diria Charles Spurgeon, “a bigorna do mundo”?
R (minha): Mais que direito! Dever!
AI de quem chama puro o que é impuro, de mau o que é bom, etc. Cristãos tem dever de pregar o evangelho, e direito de lutar para viver em sociedades livres do pecado e suas consequencias.
E ai deles se eles não pregarem contra pecado.

É onde surge o problema da PL122 tal como está sendo interpretada e aplicada antes mesmo de pronta: ela põe de um nivel de "inicritcabilidade de ordem filosófica" uma pratica. Nem religiões são assim. Sou 100% a favor de oposição a violencia, mas não contra a critica. A PL 122 pode criminalizar a fé cristã.
É grave que já foi dito "eles não vão ser proibidos de pregar, só de dizer que os homossexuais são filhos do demonio, e que vão para o inferno". 

Infelizmente, bíblicamente quem peca, mesmo uma mentira (e lamento dizer, um homem dizer que é mulher só porque se sente assim é no meu cérebro, mentira) é filho do diabo, e os pecadores vão para o inferno, incluindo os que praticam imoralidade sexual. É portanto criminalizar a fé cristã.

Em outros campos, a legalidade da tolerancia foi mais branda. Você pode criticar a religião alheia, lembrar que é pecado e dizer que pela bíblia leva ao inferno. Mas se estivesse sem direito a critica de ordem filosófica, seria o caos. Vocês não poderiam fazer essas perguntas de tom acusativo, para começar.
Amar o próximo no caso do cristianismo implica em criticar seus pecados e o buscar convencer a deixa-lo. FIngir que não é isso e chamar de fanático quem simplesmente conhece a doutrina bíblica foi uma das maiores ofensas já feitas a religião de 90% da população brasileira.

3 - 
Os evangelhos mostram Jesus amoroso e misericordioso com os marginalizados e pecadores. O episódio da casa de Levi, por exemplo, mostra-o comendo e bebendo com prostitutas e alcoólatras. Os únicos registros da Bíblia de Jesus desqualificando e confrontando publicamente eram dirigidos aos líderes religiosos (“sepulcros caiados”, “raça de víboras”, “cegos que guiam cegos” etc.). O senhor, nos últimos anos, tem feito aparições públicas ao lado de líderes religiosos muito controvertidos no meio protestante, alguns com complicações até na justiça comum (Sônia e Estevam Hernandes, Morris Cerullo). Por outro lado, em seu debate sobre homossexualidade, já chamou ativistas gays de “parasitas”, uma premiada jornalista de “vagabunda”, políticos de “idiota”, “frouxo” e “bandido”. Como o senhor harmoniza esses comportamentos aparentemente opostos entre Jesus Cristo e um de seus representantes brasileiros mais expostos na mídia?

R (minha): (não responderei quanto aos que foram chamados disso ou daquilo, porque não o disse, nem os conheço para ser apto para julga-los).
Jesus pregou aos pecadores. Ele foi criticado como sentando-se com pecadores, mas ele mesmo disse a uma mulher que estava com um homem sem casar que ela não tinha marido, e disse a adultera a qual salvou para não pecar mais.
Não tenho problemas em me comunicar com pecadores, vivo em locais cheios de ateus, ativistas gays, e membros de outras religiões e grupos. Porém, nenhum deles está livre da minha critica, como não eu deles. Jesus não estava prestes a ser proibido por lei de criticar o pecado deles, nem foi imposto a aprovação de tal pratica. É ridiculo impor a nós que não falemos contra o pecado, só porque Jesus pregou contra pecados. Não somos nós que estamos lutando para ser classificados semelhantemente a uma raça por desejos e habitos, de modo a se impor como inicricaveis.
O apóstolo Paulo, em Romanos 1, afirma que a homossexualidade é decorrência do fato de os homens não terem rendido graças devidas a Deus e terem, como efeito, glorificado a imagens feitas à semelhança do homem. Gostaria de fazer duas perguntas ao senhor: a) digamos que os cristãos consigam proibir legalmente não apenas o casamento, mas toda relação ou manifestação homossexual em todos os países do mundo. O senhor acha que isso reverteria em glória para Deus? b) o senhor afirmaria que a sua luta contra o comportamento homossexual equipara-se em tempo e energia à sua luta contra outras “disposições mentais reprováveis” citadas por Paulo no texto, como a ganância, a injustiça, a rivalidade e a arrogância? Em caso negativo, porque a preferência por um assunto que, se entendo bem, é apenas uma entre várias manifestações de um mal maior (o rompimento do homem com Deus)?
R (minha):
a - Até a vacina, quando foi obrigatória, gerou revolta.

Sou a favor da proibição da pratica homossexual tanto quanto da orgia, adultério, sexo sem casamento, sexo e nudez em lugar publico, sexo com animais, dentre outras ainda permitidas neste país e que ganham popularidade aos poucos.
Estou plenamente ciente de que esta sociedade não suportaria com facilidade tal obediencia sem consciencia própria dos maleficios de tais praticas. Não tenho pretensão portanto de forçar isso a uma sociedade que legalizou a liberdade sexual pecaminosa, que é crime, como não o sendo. É necessário que as próprias massas, conscientizadas, como uma população, enojadas com o fruto de suas próprias obras, mais conscientes no campo da sexologia e sociologia, percebam os maleficios e juntamente criminalizem todas essas praticas. Eu poderia forçar as pessoas por exemplo a não mentir, por lei, a não adulterar, e outras coisas que muitos consideram moralmente errado, mas que ainda não atingiu a população o suficiente para que ela suporte tais leis. Isso seria pretexto para rebelião teimosa e injusta.
Por hora quero garantido o meu direito de dizer que tais e tais e tais praticas são danosas, de criticar e ser criticado pelo que falo, não preso, não emudecido, não ameaçado. De pregar minhas crenças religiosas também, não de as ter todas como uma obrigação moral, ainda que a legalização de certas praticas como o sexo com animais e o adultério que viabiliza a destruição de muitas familias cristãs pela liberdade de fazer sexo fora do casamento que gera tal sedução, tenha levado muitos cristãos a sofrimentos, divorcios, tristezas, angustias, e até a violencia, homicidio, suicidio, uso de drogas, etc.

Somos machucados por essa imoralidade. E temos o direito de opor-se a esses sistemas. O fato de sermos religiosos não deve ser impendimento para o reconhecimento da possibilidade de estarmos certos. No caso da homossexualidade, e a corrosão do dimorfismo sexual, isso afeta toda a sociedade, e trás maleficios aos heteros. E creio que devemos ter o direito de apregoar contra a homossexualidade, assim como de qualquer outra pratica, como sexo anal, sexo oral, orgias, poligamia, sexo com animais, e a imposição do celibato sem sermos considerados por isso algo-fóbicos. Alguém é pedófilo-fóbico só porque é contra uma pratica? Lógico que muitos poderão tratar mau por isso, mas então tornaremos tudo inicriticavel, e seguiremos a risca tal afirmação de liberdade sexual e tornaremos bizarrices eternamente legalizadas apesar de seus danos? Droga, é assim: as minorias impondo as drogas ao resto, seduzindo ao erro por falta de valorização ao certo.

b - Como já disse, não são os que fazem sexo sem casamento, os que bebem, os que usam drogas, os que mentem, são avarentos, ou etc que estão a beira de criminalizar a critica deles por imposição do orgulho. Os homossexuais são o unico grupo cuja preferencia sexual está sendo posta como impostamente indebatidamente natural, boa, aprovavel e irreversivel.  Ironicamente, o gene da violencia também existe, assim como hereditariedade afeta fortemente o QI e pessoas que fazem sexo sem casamento são criticadas por nós a anos, e nunca nos ameaçaram criminalmente por isso. Não aprovamos a violencia, nem os país deixam de tentar aumentar o QI dos filhos apesar de ser dificil melhorar significativamente.

Agora, sintam-se livres para omitir qualquer coisa aparentemente coerente que eu tenha dito e circular só alguma frase ou expressão aparentemente injusta. Assim se faz um justiça, não é?



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