sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

E quem não cultuou a imagem... Este não comeu o bolinho

Será o principio do fim? Será que um dia realmente não poderemos nem comer nem vender se não cultuarmos alguma imagem de entidade alheia?!
Bom, brincando e indo, vamos a "revelação" de hoje:

ouvi uma noticia de que o acarajé, um bolinho da bahia culturalmente dedicado a Insã (aparentemente, entidade do candomblé), e que estaria sendo vendido por evangélicos com nome "bolinho de Jesus", teria sido proibido por lei de ser vendido com o tal nome.

Não achei fontes disso, existe possibilidade de ser boato, mas só a possibilidade já me deixou indignado o bastante para comentar. Sejamos justos aqui:

O Deus bíblico, da cultura judaico-cristã, minha cultura e de muito nordestinos também, e antes de mais nada, algo que oficialmente por lei todos tem direito de crer, é na bíblia descrito como odiador profundo da idolatria, considerando-se o unico verdadeiro.

Apesar disso, religiões afro tem entre suas estatuas de entidades afro a de Jesus. Isto significa que do ponto de vista de um cristão, o objeto conceitual absolutamente mais sagrado da sua cultura, Deus, está sendo misturado a algo pecaminoso aos seus olhos (lembremos da liberdade de crença), e mesmo assim toleram tal situação.

Agora, diante disso eles não aceitam mudar o nome de um bolinho, forçando cristãos a não comer ou comer algo consagrado a um idolo, sob desculpa de cultura?

Na crença cristã é idolo, é a doutrina dos cristãos, e tentar impedir esse pensamento é lutar contra a religião deles, é uma violação. Na crença cristã, como as cartas dizem, não se deve comer algo que é consagrado a idolos caso você saiba. Deste modo, os cristãos estão sendo forçados a não comer um bolinho (que eles mesmos fariam) exceto se aceitarem uma cultuação a deus alheio.

E vem falar de sincretismo religioso e cultural e liberdade religiosa e respeito aos outros?
Se os cristãos tivessem inventado o pudim de leite condensado e chamassem de "Ao unico", consagrando ao unico Deus verdadeiro alguém não iria reclamar se os caras dissessem que os de outras religiões não podem renomear o pudim pra não ser uma ofensa a crença deles?

Tá ok, peguem o bolinho e devolvam o Deus bíblico. Fica então só com a cultura afro, já que eu não posso pegar nada de bom da cultura afro então vice-versa. Ou será que se esqueceram que a cultura sofre mudanças? Uma tremenda ofensa a religião cristã, caso ignorem o que falei, impondo que se coma o bolinho somente consagrado. Ok dizer que a origem da receita veio da africa, por mim tudo bem! Eu sei aproveitar a cultura da Africa. Eu aproveitei a dos judeus, tenho cara de judeu? Eu não quero ficar pelado quenem indio também sem absorver coisa boa de cultura alheia, eu não vejo praticamente nada de especial nessa minha raiz e estou nem ai, eu quero qualidade. Indiretas ditas, endireitando: e parem com essa história de ser de religião afro só porque são negros. Na africa eles nem cultuam todos os orixás! Deixa o negro ser negro ao invés de ser de religião da africa. Eles não são africanos como eu não sou europeu: agente é brasileiro, e aproveita o que quiser na diversidade. Pra isso que é um país de todos, não um país pra promover o isolamento cultural.

Eu realmente espero que seja só um boato. Mas por ora, virgem maria, que é o que me obrigo a dizer no lugar de vixi somente, apesar de não crer na eterna virgindade da mesma. Daqui a pouco nem credo eu digo mais sem ser católico (to brincando, católicos não são tão infantis).

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